Homenagem Especial Para o Cantor Reginaldo Rossi

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A nossa homenagem especial vai para um dos maiores nomes da música brasileira, o cantor e compositor Reginaldo Rossi – O “Rei do Brega”.
Linda homenagem com uma grande história de vida do cantor. Acompanhe agora…

Reginaldo Rodrigues dos Santos Rossi nasceu na cidade de Recife, capital de Pernambuco, em 14 de fevereiro de 1944, começou a carreira na esteira da Jovem Guarda, na década de 1960, imitando Roberto Carlos. Antes, estudou engenharia civil e chegou a dar aulas de matemática.

Quando trocou a sala de aula pelos palcos, optou por cantar rock no Nordeste e comandou o grupo The Silver Jets. Em 1966, lançou seu primeiro LP, “O pão”. Somente em 1970, pela gravadora CBS, estreou em disco, com o LP “À procura de você”, afastando-se do rock e passando a apresentar um repertório brega-romântico, do qual se tornou ícone.

Reginaldo Rossi ganhou o título de “Rei do Brega” graças a músicas como “Garçom”, nas quais cantava sobre temas como amor e traições. Compositor de linguagem popular, ele também é autor de sucessos como “A raposa e as uvas”, “Leviana” e “Recife minha cidade”.

Apesar do jeito extrovertido nas entrevistas e apresentações, se dizia avesso à fama. “Eu sou muito tímido. Essa coisa que eu faço, que requebro no palco, canto ‘Garçom’, o corno e tudo mais, é para enganar minha timidez”, afirmou recentemente em entrevista ao programa Bom Dia Pernambuco.

Rossi também contestava o título de “Rei do Brega”. “O meu rei é o Roberto [Carlos]. Agora, como existem alguns segmentos, falam que sou rei”, justificou. “Cada vez mais eu tô entendendo o povo e descendo de um pedestal. Cada vez mais eu quero o brega perto de mim. Acho que o brasileiro está com menos vergonha de ser brega. E ser brega é o que o povo gosta de maneira geral. Quando o povo gosta, é brega.”

A história de Reginaldo Rossi começou nos Coelhos, uma comunidade pobre da área central do Recife, onde nasceu. Ainda criança, viajou com a família para o Rio e, ao voltar para a capital pernambucana, ganhou o apelido de “Carioca”.
“Também passei por São Paulo, mas digo que aprendi a falar no Rio. Quando voltei e estava terminando o científico [atual ensino médio], começou a pintar o rock. Eu cantava Ray Charles e Elvis na escola”, recordou em entrevista à Globo Nordeste, em 2006, quando completou 40 anos de carreira.

“Depois, formamos o conjunto The Silver Jets, mais famoso por ser o primeiro conjunto de rock do Nordeste. A gente sentia que estava para o Nordeste como os Beatles estavam para o mundo. Comecei a Jovem Guarda em Pernambuco, no Nordeste”, falou. “Eu me arrisquei, usei a primeira calça sem pregas. Passava na rua e os caras gritavam: ‘Wanderléa! Olha a Wanderléa!’ E depois todo mundo usava.”

Após o fim do conjunto The Silver Jets, Rossi passou a atuar como crooner em boates. “Eu tinha que cantar os sucessos mundiais. Tanto fazia cantar um samba quanto o maior sucesso do momento”, admitiu. O músico se aproximou ainda mais do público quando passou a apresentar um programa de auditório na TV, nos anos 1980. O trabalho também lhe rendeu o primeiro disco de ouro, com a música “A volta”. Foram mais de cem mil cópias vendidas.

Já o maior sucesso veio em 1987, com o lançamento do hit “Garçom”, que alcançou a marca de dois milhões de cópias vendidas. Reginaldo Rossi dizia que a simplicidade o ajudou na hora de compor a canção, clássico nacional da dor de cotovelo. “A segunda parte da música diz: ‘Garçom, eu sei, eu estou enchendo o saco. Mas todo bebum fica chato. Valente, e tem toda a razão…’ Escrevendo desse jeito, você entendeu, o presidente entendeu e o gari entendeu”, comentou.

Na primeira metade dos anos 1990, Rossi lançou apenas um disco. Em 1998, foi a vez do CD “Reginaldo Rossi ao vivo”, com sucessos como “A raposa e as uvas” e “Mon amour, meu bem, ma femme”. Um ano depois, o CD “Reginaldo Rossi the king” contou com a participação de convidados como Wanderléa, Erasmo Carlos, Golden Boys, Roberta Miranda e da banda Planet Hemp. O disco vendeu 1 milhão de cópias.
Reginaldo Rossi durante participação na Dança dos Famosos no Domingão do Faustão.
Reginaldo Rossi durante participação na Dança
dos Famosos no Domingão do Faustão

Já em 2010, o cantor produziu o DVD “Cabaret do Rossi”, fazendo releituras dos seus grandes hits. A apresentação foi gravada em um cenário de tecidos aveludados, poltronas vermelhas, entre outros elementos decorativos que faziam alusão a um cabaré. Antes de ser internado, era esse o show que o cantor apresentava em várias cidades do Nordeste. Ao longo da carreira, Rossi recebeu 14 discos de ouro, dois de platina, um de platina duplo e um de diamante.
Músicas conhecidas na voz dele também foram gravadas por outros artistas e bandas nacionais, como Comadre Fulozinha (“Desterro”) e Pedra Letícia (“Em plena lua de mel”).

O cantor pernambucano Silvério Pessoa, por exemplo, criou uma banda, a Sir Rossi, que dá novas roupagens às canções do artista. “É um presente de Deus meus colegas gravarem Reginaldo Rossi”, disse no Espaço Pernambuco, exibido na Globo Nordeste, em setembro passado. “É a nossa medalha de honra ao mérito para ele”, brincou Silvério, na mesma reportagem.
Rossi colecionou histórias ao longo da carreira de quase 50 anos. Ele contou delas no Espaço Pernambuco. “Uma vez, após um comício em Jaboatão [dos Guararapes, na Região Metropolitana do Recife], com 40 mil pessoas, eu saí em uma Kombi e pedi para ir devagar para cumprimentar os fãs. Quando a Kombi estava já andando a uns 20 quilômetros, vi um cara correndo, esbaforido e eu disse para a gente parar porque o esforço dele merecia atenção”, disse. “Quando abrimos a porta, ele disse: ‘Rossi, eu também sou veado’. Isso faz parte do show.”

No programa, também explicou por que o tema da “dor de corno” era tão ligado ao seu trabalho. “Essa história de corno não foi eu quem colocou, mas o povo, o povo adora isso. Se prestar atenção na música ‘Garçom’, o homem está chorando porque o grande amor da vida dele vai casar com outro”, apontou. “Mas levaram para esse lado e eu aproveitei, segui esse caminho, pois o artista tem que aproveitar a oportunidade. Quem pede para cantar [essas músicas] não são pessoas de 40 anos, são jovens, de 14, 15, 18 anos.”

Ele ainda comentou que “só no Brasil é que existe essa história de brega e chique”. “Os cantores no mundo todo querem fazer sucesso. As letras são as mais simples possíveis, as harmonias [também]”, comparou. “Claro, existem eruditos para uma pequena classe. No Brasil, em que povo em geral não teve acesso à educação musical mais refinada, isso é válido: tem que ter Chico [Buarque], Gal [Costa], Caetano [Veloso], e tem que ter Amado Batista, Zezo dos Teclados, Faringes da Paixão e Reginaldo Rossi.”

No dia 20 de Dezembro de 2013, infelizmente o Brasil recebe uma notícia triste, aos 69 anos, morre o cantor e compositor Reginaldo Rossi. O cantor esteve internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Memorial São José, na área central do Recife, para tratar um câncer no pulmão direito.

(Fonte com informações do site G1.)

Artistas famosos publicam mensagens de luto em homenagem a Reginaldo Rossi

Falcão, cantor – “#Reginaldo O céu ficou mais brega, alegre e romântico”

Lobão, cantor – “Morre o nosso muito querido Reginaldo Rossi.Grande tristeza. R.I.P.”

Tico Santa Cruz, cantor – “Figuras emblemáticas de qualquer estilo merecem nosso respeito. Figuras emblemáticas de qualquer estilo merecem nosso respeito. O Brega de Reginaldo Rossi sempre foi leve e divertido. Fica esse brega de mal gosto atual e parte mais um artista que marcou sua história na música brasileira. Quando trabalhei como operador de Videokê, ouvi e até cantei sorrindo muitas vezes suas músicas. Luz no seu caminho”

Karina Buhr, cantora – “Reginaldo Rossi. O que vai ser de nós sem ele é que ele vai ficar do lado sempre, não tem jeito. Amor eterno”

Serginho Groisman, apresentador – “A música Brega é talvez a mais popular. Seu rei está morto. Passou a vida fazendo o que mais amava: cantar. RIP Reginaldo Rossi”

Gaby Amarantos, cantora - “Nem consigo explicar o que estou sentindo, um mix de tristeza com alívio pois quando a gente ama alguém não aguenta ver o ser amado sofrendo e este homem na minha opinião é um dos MAIORES artistas do Brasil. [...] . Viva o Brasil que tem orgulho de ser assim ‘BREGA’ e brega, estilo musical, está MUITO longe do adjetivo por isso hoje eu grito CHEGA dessa injustiça de anos que ocorre com gêneros que nascem do gueto, da perifa, dos becos, chega da ignorância de pessoas que não sabem ou se recusam a discernir um do outro. EU SEMPRE VOU TE AMAR, REGINALDO, OBRIGADA POR TUDO! #SerBregaÉSerFeliz”

Otto, cantor – “Hoje eu estou triste, perdemos Reginaldo Rossi . Meu amigo, meu ídolo, o homem que me ensinou o que é pop. O que é cantar uma música com tesão. Como ganhar o palco, o público. Meu

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